Oração

Oração
Lectio Divina

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

COMENTÁRIO BÍBLICO SÃO JERONIMO - ANTIGO TESTAMENTO


Comprei este livro, Comentário Bíblico São Jerônimo sobre o Antigo Testamento. Somos mais treinados a ler e estudar o Novo Testamento. Tenho mais familiaridade com o Novo Testamento. O Antigo Testamento é uma "floresta" para ser desbravada. Não podemos adentrar por uma floresta sem um mínimo de direção. Sem pelo menos utilizar uma bússola que me dará a direção a seguir. Espero que seja assim este novo amigo de leitura, o comentário Bíblico São Jerônimo. Abre-se o livro e encontramos uma apresentação de 1968 do Cardeal Augustin Bea, S.J. que nasceu em Riedbohringen, aos 28 de maio de 188l. Faleceu em Roma no dia 16 de novembro de 1968. Eu tinha 3 anos de vida quando este cardeal estava encerrando a sua estadia neste mundo e partindo para a casa de Deus. Agora passo a tomar conhecimento da sua existência e desejo orar por sua alma. Era cardeal católico alemão, pioneiro do Ecumenismo e do diálogo entre judaismo e catolicismo. IN NOMINE DOMINI JESU Nascido em Riedböhringen, 28 de maio de 1881 Falecimento Roma, 16 de novembro de 1968 (87 anos) Ordenado sacerdote 17 de abril de 1904 Ordenado bispo 19 de abril de 1962 Elevado arcebispo 5 de abril de 1962 Criado cardeal 14 de dezembro de 1959 por João XXIII Cardeais · Todas as dioceses Projeto Catolicismo · uso desta caixa Agostinho Cardeal Bea, SJ (Riedböhringen, 28 de maio de 1881 — Roma, 16 de novembro de 1968) foi um cardeal católico alemão e pioneiro do Ecumenismo e do Diálogo entre Judaísmo e Catolicismo. Este artigo sobre Episcopado (bispos, arcebispos, cardeais) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o. Obtida de "http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Agostinho_Bea&oldid=35527340" IN NOMINE DOMINI JESU Nascido em Riedböhringen, 28 de maio de 1881 Falecimento Roma, 16 de novembro de 1968 (87 anos) Ordenado sacerdote 17 de abril de 1904 Ordenado bispo 19 de abril de 1962 Elevado arcebispo 5 de abril de 1962 Criado cardeal 14 de dezembro de 1959 por João XXIII Cardeais · Todas as dioceses Projeto Catolicismo · uso desta caixa Agostinho Cardeal Bea, SJ (Riedböhringen, 28 de maio de 1881 — Roma, 16 de novembro de 1968) foi um cardeal católico alemão e pioneiro do Ecumenismo e do Diálogo entre Judaísmo e Catolicismo. Este artigo sobre Episcopado (bispos, arcebispos, cardeais) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o. Obtida de "http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Agostinho_Bea&oldid=35527340" O Novo Comentário Bíblico de São Jerônimo é uma verdadeira enciclopédia bíblica, na qual, além de uma introdução e um comentário a cada um dos livros bíblicos, encontram-se também artigos mais amplos concernentes à História de Israel, à teologia bíblica e à hermenêutica. Não obstante, trata-se de uma obra de leitura ágil e agradável. De fato, concisão, objetividade e clareza são apenas algumas das características dos artigos deste comentário, destinado não só a exegetas e teólogos, mas também a pregadores, missionários, catequistas, cientistas de outras áreas do conhecimento e toda pessoa que busca informações consistentes e abalizadas sobre o livro da Palavra de Deus. Nenhum dos artigos se apresenta como a última palavra sobre os argumentos tratados. Antes, oferecem um ponto de partida seguro e fundamentado para o estudo e a discussão de quase tudo o que se refere à Bíblia. Por tudo isso, o Novo Comentário Bíblico de São Jerônimo é uma daquelas obras indispensáveis para qualquer biblioteca de teologia, seja ela pessoal ou de uma faculdade. Em resumo, a publicação em língua portuguesa do Novo Comentário Bíblico São Jerônimo vem preencher uma lacuna que há muito permanecia aberta. fonte: http://www.paulus.com.br/novo-comentario-biblico-sao-jeronimo-antigo-testamento_p_425.html

quinta-feira, 25 de julho de 2013

PAPA FRANCISCO CELEBRA MISSA EM APARECIDA DIA 24 DE JULHO DE 2013 - EU PARTICIPEI


VISITA APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO AO BRASIL POR OCASIÃO DA XXVIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE SANTA MISSA NA BASÍLICA DO SANTUÁRIO NACIONAL DE NOSSA SENHORA APARECIDA HOMILIA DO SANTO PADRE Quarta-feira, 24 de Julho de 2013 Vídeo Eminentíssimo Senhor Cardeal, Venerados irmãos no episcopado e no sacerdócio, Queridos irmãos e irmãs! Quanta alegria me dá vir à casa da Mãe de cada brasileiro, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida. No dia seguinte à minha eleição como Bispo de Roma fui visitar a Basílica de Santa Maria Maior, para confiar a Nossa Senhora o meu ministério. Hoje, eu quis vir aqui para suplicar à Maria, nossa Mãe, o bom êxito da Jornada Mundial da Juventude e colocar aos seus pés a vida do povo latino-americano. Queria dizer-lhes, primeiramente, uma coisa. Neste Santuário, seis anos atrás, quando aqui se realizou a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, pude dar-me conta pessoalmente de um fato belíssimo: ver como os Bispos – que trabalharam sobre o tema do encontro com Cristo, discipulado e missão – eram animados, acompanhados e, em certo sentido, inspirados pelos milhares de peregrinos que vinham diariamente confiar a sua vida a Nossa Senhora: aquela Conferência foi um grande momento de vida de Igreja. E, de fato, pode-se dizer que o Documento de Aparecida nasceu justamente deste encontro entre os trabalhos dos Pastores e a fé simples dos romeiros, sob a proteção maternal de Maria. A Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: “Mostrai-nos Jesus”. É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E, por isso, a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria. Assim, de cara à Jornada Mundial da Juventude que me trouxe até o Brasil, também eu venho hoje bater à porta da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um País e de um mundo mais justo, solidário e fraterno. Para tal, gostaria de chamar à atenção para três simples posturas, três simples posturas: Conservar a esperança; deixar-se surpreender por Deus; viver na alegria. 1. Conservar a esperança. A segunda leitura da Missa apresenta uma cena dramática: uma mulher – figura de Maria e da Igreja – sendo perseguida por um Dragão – o diabo - que quer lhe devorar o filho. A cena, porém, não é de morte, mas de vida, porque Deus intervém e coloca o filho a salvo (cfr. Ap 12,13a.15-16a). Quantas dificuldades na vida de cada um, no nosso povo, nas nossas comunidades, mas, por maiores que possam parecer, Deus nunca deixa que sejamos submergidos. Frente ao desânimo que poderia aparecer na vida, em quem trabalha na evangelização ou em quem se esforça por viver a fé como pai e mãe de família, quero dizer com força: Tenham sempre no coração esta certeza! Deus caminha a seu lado, nunca lhes deixa desamparados! Nunca percamos a esperança! Nunca deixemos que ela se apague nos nossos corações! O “dragão”, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança! É verdade que hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer. Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, destes ídolos passageiros. Queridos irmãos e irmãs, sejamos luzeiros de esperança! Tenhamos uma visão positiva sobre a realidade. Encorajemos a generosidade que caracteriza os jovens, acompanhando-lhes no processo de se tornarem protagonistas da construção de um mundo melhor: eles são um motor potente para a Igreja e para a sociedade. Eles não precisam só de coisas, precisam sobretudo que lhes sejam propostos aqueles valores imateriais que são o coração espiritual de um povo, a memória de um povo. Neste Santuário, que faz parte da memória do Brasil, podemos quase que apalpá-los: espiritualidade, generosidade, solidariedade, perseverança, fraternidade, alegria; trata-se de valores que encontram a sua raiz mais profunda na fé cristã. 2. A segunda postura: Deixar-se surpreender por Deus. Quem é homem e mulher de esperança – a grande esperança que a fé nos dá – sabe que, mesmo em meio às dificuldades, Deus atua e nos surpreende. A história deste Santuário serve de exemplo: três pescadores, depois de um dia sem conseguir apanhar peixes, nas águas do Rio Parnaíba, encontram algo inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Quem poderia imaginar que o lugar de uma pesca infrutífera, tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se sentir filhos de uma mesma Mãe? Deus sempre surpreende, como o vinho novo, no Evangelho que ouvimos. Deus sempre nos reserva o melhor. Mas pede que nos deixemos surpreender pelo seu amor, que acolhamos as suas surpresas. Confiemos em Deus! Longe d’Ele, o vinho da alegria, o vinho da esperança, se esgota. Se nos aproximamos d’Ele, se permanecemos com Ele, aquilo que parece água fria, aquilo que é dificuldade, aquilo que é pecado, se transforma em vinho novo de amizade com Ele. 3. A terceira postura: Viver na alegria. Queridos amigos, se caminhamos na esperança, deixando-nos surpreender pelo vinho novo que Jesus nos oferece, há alegria no nosso coração e não podemos deixar de ser testemunhas dessa alegria. O cristão é alegre, nunca está triste. Deus nos acompanha. Temos uma Mãe que sempre intercede pela vida dos seus filhos, por nós, como a rainha Ester na primeira leitura (cf. Est 5, 3). Jesus nos mostrou que a face de Deus é a de um Pai que nos ama. O pecado e a morte foram derrotados. O cristão não pode ser pessimista! Não pode ter uma cara de quem parece num constante estado de luto. Se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso coração se “incendiará” de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso lado. Como dizia Bento XVI, aqui neste Santuário: «O discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro” (Discurso inaugural da Conferência de Aparecida [13 de maio de 2007]: Insegnamenti III/1 [2007], 861). Queridos amigos, viemos bater à porta da casa de Maria. Ela abriu-nos, fez-nos entrar e nos aponta o seu Filho. Agora Ela nos pede: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2,5). Sim, Mãe, nos comprometemos a fazer o que Jesus nos disser! E o faremos com esperança, confiantes nas surpresas de Deus e cheios de alegria. Assim seja.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Conhecendo o Gabão


Conhecendo os Poemas de Carlos Drumond de Andrade que mais me identifico.


Conhecendo Carlos Drumond de Andrade: Você é o poema "Os Ombros Suportam o Mundo" Você é inconformado. Teus olhos já não acreditam no que veem ao redor. Você sabe que é hora de mudar, que o mundo já não cabe nem nele mesmo nem em você. OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor. Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho. E o coração está seco. Em vão mulheres batem à porta, não abrirás. Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes. És todo certeza, já não sabes sofrer. E nada esperas de teus amigos. Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? Teu ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança. As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda. Alguns, achando bárbaro o espetáculo, prefeririam (os delicados) morrer. Chegou um tempo em que não adianta morrer. Chegou um tempo em que a vida é uma ordem. A vida apenas, sem mistificação. Acesse o especial Drummond: -Para entender Drummmond Entrevista com o professor e poeta Marcos Siscar, da UNICAMP - Guia de leitura Confira 7 livros essenciais de Carlos Drummond de Andrade que você deve ler -13 curiosidades sobre o poeta minero Faces que talvez você não conheça de um dos mais famosos poetas brasileiros -Entrevista de Carlos Drummond a Zuenir Ventura Leia a íntegra desta rara entrevista concedida por Drummond a Revista VEJA.

domingo, 16 de junho de 2013

ANIVERSÁRIO DE 15 ANOS DA CAROLINE - 15 JUNHO 2013 -


José Batista e Telma prepararam com muito carinho a festa de aniversário de 15 anos da sua segunda filha a Caroline. Estive presente na festa no Studio Apice do nosso amigo Luiggi e família, Dalva e filha. Tudo bem preparado. Muito jogo de luz deixava o ambiente alegre e descontraído. A alimentação sempre impecável. Depois precisamos encontrar tempo para perder os quilinhos que vamos adquirindo. Sabia que encontraria lá os jovens do grupo de oração Nossa Senhora da Soledade. Prestaram homenagem a Caroline com um canto. Tocando e cantando e seguindo a Jesus. Os jovens, moças e rapazes que vi criancinhas, agora estão homens e mulheres formados. Momentos assim se tornam lugares agradáveis para nossos jovens. Se torna grande a responsabilidade deles por formar um grupo, uma verdadeira comunidade juvenil, onde os pais possam confiar que será amizade sincera e verdadeira para os seus filhos. Uma vez fiquei abismado pelo testemunho de um jovem cujo os amigos de Igreja eram os que mais ofereciam drogas e bebidas. Por serem de igreja o pai deixava ele ficar junto daqueles amigos, na verdade pseudo amigos. Nossos jovens aquida paróquia Nossa Senhora da Soledade tem muito talento, muitos dons, e seus pais também participam aqui das atividades paroquiais, seja nas equipes de canto, nas pastorais ou movimentos. Muitos precisam se abrir para o que a Igreja pede: formar uma paróquia que seja comunidade decomunidades. Ainda falta despertar para isso e superar o ficar pertencente somente ao movimento espiritual que mais agrada. Um Fiquei feliz por conhecer os familiares do Batista e da Telma. As irmãs da Telma são todas parecidas umas com as outras. Conheci o irmão da Telma, o Antonio. Perguntei se ele nasceu no dia de Santo Antonio mas não. É que dois dias atrás celebrei a missa de Santo Antonio. Grande Santo. O pai do Batista está forte. Senhor que não perde a pose. Demonstra muita saúde. Até dançou com a neta na hora da valsa. Falando de valsa. Como é bonito ver o pai dançando com a filha como introdução de toda a festa. Lembra os grande banquetes e festas coloniais que passa nos filmes. É momento de oásis na vida musical dos jovens, acostumados com o batidão dos funks, das músicas sertanejas melosas, que não falam de vida feliz, mas só de brigas e discussões entre os enamorados. O padrinho colocou um anel na mão da Carolina na hora de dançar com a debutante. Dia feliz é o dia do batismo. E falando de religião achei bonito o vídeo que prepararam para a Caroline pois vi vários momentos religiosos na vida desta linda criatura. Fiquei esperando fotos do batizado e da Primeira Comunhão mas não apareceu. Parabéns Batista e Telma. Obrigado por convidar-me para a Festa dos 15 anos de Caroline. Guardarei no coração a amizade e o carinho deste casal da Paróquia NOssa Senhora da Soledade. Sejam felizes cada dia mais em suas vidas. Caroline Seja Feliz. Seja abençoada. Seja jovem que evangeliza os jovens. Oriente suas amigas para seguirem o caminho de Jesus, o caminho da Igreja, o caminho do amor a Deus e amor ao próximo. Lembre-se de estudar, estudar, estudar, pois conhecimento não ocupa espaço e tudo será necessário para enfrentar este mundo que exige tanto da gente. Um abraço e um beijão.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Regra de Santo Agostinho


Regra de Santo Agostinho (versão para impressão) INTRODUÇÃO 01. Antes de tudo, caríssimos irmãos, amemos Deus e depois ao próximo, porque estes são os principais mandamentos que nos foram dados. 02. Eis aqui o que mandamos que observem vocês que vivem em comunidade. CAPÍTULO I: O IDEAL FUNDAMENTAL: AMOR E COMUNIDADE 03. Em primeiro lugar - já com este fim vocês se congregaram em comunidade - vivam unânimes em casa e tenham uma só alma e um só coração orientados para Deus. 04.E não possam nada como próprio, mas tenham tudo em comum, e que o Superior distribua a cada um de vocês o alimento e a roupa, não igualmente a todos, pois nem todos são da mesma compleição, mas a cada qual segundo o necessitar; conforme o que podem ler nos Atos dos Apóstolos: "Tinham todas as coisas em comum e se repartia a cada um segundo a sua necessidade". 05. Os que tinham algo na sociedade quando entraram para a casa religiosa, coloquem de bom grado à disposição d comunidade. 06. E os que nada possuíam, não busquem na sua casa religiosa aquilo que fora dela não puderam possuir. No entanto, conceda-se à sua debilidade o quanto for necessário, ainda que sua pobreza, quando for necessário, ainda que sem sua pobreza, quando estavam na sociedade , não lhes fosse possível dispor nem mesmo do necessário. Mas por isso se considerem felizes por haverem encontrado o alimento e a roupa que não podiam possuir enquanto estavam fora. 07. Nem se orgulhem por ver-se associados àqueles aos quais fora nem se atreviam a aproximar-se; pelo contrário, elevem seu coração e não busquem as vaidades terrenas e não aconteça que as comunidades comecem a ser úteis para os ricos e não para os pobres, se nela os ricos se fazem humildes e os pobres altivos. 08. E aqueles que eram considerados algo diante da sociedade, não se atrevam a desprezar a seus irmãos que vieram à santa sociedade sendo pobres. Pelo contrário, devem se gloriar muito mais pela comunidade dos irmãos pobres que da condição de seus pais ricos. Nem se vangloriem por ter trazido alguns de seus bens à vida comum, nem se ensoberbeçam ainda mais por suas riquezas por havê-las compartilhado com a comunidade de que se as desfrutassem na sociedade. Pois, acontece que outros vícios levam a executar más ações; a soberba, entretanto, se insinua até nas boas ações para que pereçam. E de que adianta distribuis as riquezas aos pobres e fazer-se pobre se a alma se torna mais soberba desprezando as riquezas do que possuindo-as? 09. Vivam todos, pois, em união de alma e coração , e honrem a Deus uns nos outros, do qual vocês foram feitos templos vivos . CAPÍTULO II: ORAÇÃO E COMUNIDADE 10. Perseverem nas orações fixadas para as horas e tempos de cada dia. 11. No oratório ninguém faça senão aquilo para o qual foi destinado, daí de onde vem o nome; para que se por acaso houver alguns que, tendo tempo, quiserem orar fora das horas estabelecidas, não sejam impedidos por aquele que ali queira fazer outra coisa. 12. Quando orarem a Deus com salmos e hinos, que o coração sinta aquilo que profere a voz. 13. E não desejem cantar senão aquilo que está mandado que se cante; porém, o que não está escrito para ser cantado, que não se cante. CAPÍTULO III: COMUNIDADE E CUIDADO DO CORPO 14. Submetam sua carne com jejuns e abstinências no comer e no beber, conforme a saúde o permitir. No entanto, quando alguém não puder jejuar, nem por isso tome alimentos fora de hora da refeição, a não ser que se encontre enfermo. 15. Desde que se sentarem à mesa até se levantarem escutem sem ruído nem discussões aquilo que segundo o costume, lhes for lido; para que não apenas a boca receba o alimento, mas também o ouvido sinta fome da palavra de Deus . 16. Se os fracos, em razão de seu modo anterior de viver, são tratados de maneira diferente quanto à comida, isso não deve incomodar os outros, nem parecer injusto àqueles aos quais outros costumes fizeram-nos mais fortes. E estes não considerem aqueles mais felizes, porque recebem o que não lhes é concedido, mas, antes, devem se alegrar, porque podem suportar o que os mais fracos não podem. 17. E se àqueles que vieram à casa religiosa de uma vida mais privilegiada for-lhes concedido algum alimento, roupa, agasalho ou cobertor, que não é dado aos outros mais fortes e portanto mais felizes, estes que não o recebem, devem pensar o quanto desceram aqueles de sua vida anterior na sociedade até esta vida, ainda que não tenham conseguido chegar à frugalidade dos que têm uma constituição mais vigorosa. Nem devem querer tudo o que vêem receber a mais alguns poucos, não como honra, senão como tolerância; não aconteça a detestável perversidade de que na casa religiosa, onde na medida em que possam se tornam mortificados os ricos e se convertam em privilegiados os pobres. 18. Da mesma forma, assim como os enfermos necessitam comer menos para que não se agravem, assim também depois da enfermidade devem ser cuidados de tal forma que se restabeleçam logo, mesmo quando tenham vindo da sociedade de uma humilde pobreza; como se a enfermidade recente lhes concedesse o mesmo que aos ricos em seu antigo modo de viver. Porém, uma vez reparadas as forças, voltem à sua feliz norma de vida, tanto mais adequada aos servos de Deus quanto menos necessitarem. E que o prazer não os retenha, estando já sadios ali onde os colocou a necessidade, quando se encontram enfermos. Assim, pois, considerem-se mais afortunados aqueles que são mais fortes em suportar a frugalidade; porque é melhor necessitar menos que ter muito. CAPÍTULO IV: RESPONSABILIDADE MÚTUA 19. Não procurem chamar a atenção pela forma de andar, nem agradar pelas roupas, mas sim pela conduta. 20. Quando saírem de casa, vão juntos; quando chegarem ao lugar para onde se dirigem, permaneçam juntos. 21. No andar, no estar parados e em todos os seus movimentos, não façam nada que incomode àqueles que os vêem, mas aquilo que está de acordo com a consagração de vocês. 22. Ainda que seus olhos se encontrem com alguma mulher, não os detenham em nenhuma. Porque não lhes é proibido ver mulheres quando saírem de casa; o que é pecado é desejá-las ou querer ser desejados por elas . Pois não apenas com o toque e o afeto, mas também com o olhar se provoca e nos provoca desejo das mulheres. Não digam que têm a alma pura se os olhos são impuros, pois o olhar impuro é indício do coração impuro. E quando, mesmo sem nada dizer, os corações denunciam sua impureza com olhares mútuos e, cedendo ao desejo da carne, se deleitam com ardor recíproco, a castidade desaparece dos costumes, mesmo que os corpos permaneçam livres da violação impura. 23. Assim também, o que fixa o olhar numa mulher e se deleita em ser olhado por ela não deve supor que não é visto por ninguém quando faz isto; certamente que é visto e por aqueles que ele nem imagina que possam ver. Porém, mesmo que permaneça oculto e não seja visto por ninguém, que dirá d’Aquele que conhece o coração de cada pessoa e a quem nada se pode ocultar? Ou se pode crer que não vê porque o faz com tanto maior paciência quanto maior é sua sabedoria? Tema, pois o homem consagrado desagradar Aquele , para que não queira agradar pecaminosamente uma mulher. E para que não deseje olhar com malícia uma mulher, pense que o Senhor tudo vê. Pois é por isto que se nos recomenda o temor, segundo está escrito: "Abominável é diante do Senhor aquele que fixa o olhar". 24. Portanto, quando estiverem na Igreja em qualquer outro lugar onde houver mulheres, guardem-se mutuamente sua pureza; pois Deus, que habita em vocês , os guardará também, deste modo, por meio de vocês mesmos. 25. E se observarem em algum de seus irmãos esta descompostura no olhar de que lhes falei, advirtam-no logo para que não progrida o que se iniciou, mas que se corrija o quanto antes. 26. Porém, se novamente depois desta advertência ou qualquer outro dia o virem cair no mesmo erro, aquele que o surpreender denuncie-o imediatamente como uma pessoa ferida, que necessita de cura; no entanto, antes de denunciá-lo trate do assunto com outra pessoa ou também com um terceiro, para que com a palavra de dois ou três possa ser convencido e repreendido com a severidade conveniente. Não pensem que procedem com má vontade quando fazem isto. Pelo contrário, pensem que não serão inocentes se, calando, permitirem que pereçam seus irmãos, aos quais poderiam corrigir advertindo-os a tempo. Porque se seu irmão tivesse uma ferida no corpo, ocultando-o por medo da cura, não seria cruel silenciá-lo e ato de caridade manifestá-lo. Pois então, com maior razão deve-se denunciá-lo para que não se corrompa ainda mais o seu coração. 27. Porém, no caso de negá-lo, antes de expor o assunto aos que deverão tratar de convencê-lo, deve ser denunciado ao Superior, com intenção de que, corrigindo-o secretamente, possa evitar que chegue ao conhecimento de outros. No entanto, se o negar, convoquem os outros diante do que dissimula para que perante todos possa, não mais ser interrogado por uma só testemunha, mas ser convencido por dois ou três . Uma vez convencido, deve cumprir o corretivo que julgar oportuno o Superior ou presbítero, a quem pertence dirimir a causa. Se se recusar a cumpri-lo, mesmo quando ele não tome a iniciativa, seja eliminado da comunidade. Não se faz isto por espírito de crueldade, senão de misericórdia, pois não aconteça que com sua influência nociva ponha a perder outros muitos. 28. E o que foi dito com relação ao olhar, observe-se com diligência e fidelidade ao averiguar, proibir, indicar, convencer e castigar os demais pecados, procedendo sempre com amor para com as pessoas e ódio para com os vícios. 29. E agora, se alguém houver progredido tanto no mal, que tenha chegado a receber cartas ou algum presente de mulher, se espontaneamente o confessar, seja perdoado e ore-se por ele; porém, se for surpreendido e convencido de sua falta, seja castigado com uma maior severidade segundo o juízo do presbítero ou do Superior. CAPÍTULO V: SERVIÇO MÚTUO 30. Guardem suas roupas num lugar comum sob o cuidado de uma ou de duas pessoas ou de quantas forem necessárias para sacudi-las, a fim de que não fiquem empoeiradas. Da mesma forma como se alimentam de uma só despensa, assim também devem vestir-se de um mesmo guarda-roupa. Na medida do possível, que não sejam vocês os que decidam a respeito das roupas adequadas para usar em cada tempo, nem se cada qual deve receber o mesmo que havia usado ou o já usado por outro, contanto que não se negue a cada um o que necessitar . Porém se por causa disto surgem disputas e murmurações entre vocês, queixando-se alguém por haver recebido algo pior do que deixara, e se sentir menosprezado por não receber uma roupa semelhante à de outro irmão, julguem por aí o quanto lhes falta a santa veste do coração, quando assim ficam discutindo pela veste do corpo. Porém, se por sua fraqueza for tolerado que recebam o mesmo que deixaram, guardem, no entanto, o que usam num lugar comum, sob o cuidado dos encarregados. 31. E isto há de ser de tal modo que ninguém trabalhe em nada para si mesmo, mas que todos os seus trabalhos se realizem para o bem da comunidade, com maior cuidado e prontidão de ânimo como se cada um o fizesse para si mesmo. Porque a caridade da qual está escrito que "não busca os próprios interesses" , se entende assim: que antepõe as coisas da comunidade à próprias e não as próprias às comuns. Por conseguinte, saberão que mais adiantaram na perfeição quanto mais tenham cuidado das coisas comuns que das próprias; de tal modo, que em todas as coisas que utiliza a necessidade transitória sobressaia a caridade, que permanece. 32. De onde se segue que, se um religioso receber algum coisa de seus pais ou parentes, como uma roupa ou qualquer outra coisa considerada necessária, não a guarde ocultamente, mas entregue-a ao Superior para que, tornando-a comum, seja entregue a quem tiver necessidade . 33. Lavem a roupa segundo a norma dada pelo Superior, seja por vocês, seja pelos encarregados de lavá-las, porém não suceda que o desejo exagerado de levar a roupa limpa chegue a causar manchas na alma. 34. Não se negue tampouco o banho do corpo, quando a necessidade o aconselhar; porém, seja feito sem murmuração, seguindo a orientação do médico, de tal modo que, mesmo o enfermo não querendo, o faça por ordem do Superior aquilo que convém para a saúde. Porém, se não convém, não se atenda à mera satisfação, porque, à vezes, ainda que prejudique, se crê que é proveitoso o que agrada. 35. Por fim, se algum servo de Deus se queixar de alguma dor latente no corpo, dê-se lhe crédito sem duvidas; no entanto, se não se tiver certeza de que se deve dar o que lhe agrada para curá-lo, consulte-se então o médico. 36. Que ninguém vá aos banhos públicos ou a qualquer outro lugar onde for necessário menos de dois ou três. E aquele que precisar ir a alguma parte, não vá com quem queira, mas com quem mandar o Superior. 37. Para cuidar dos enfermos, dos convalescentes, ou daqueles que mesmo sem Ter febre, padecem alguma enfermidade, seja encarregado um irmão para que peça da despensa o que cada qual necessitar. 38. Os encarregados da despensa, das roupas ou dos livros sirvam a seus irmãos sem remuneração. 39. Que os livros sejam solicitados cada dia no horário determinado e, se alguém os pedir fora de hora, não lhes seja concedido. 40. Que os encarregados das roupas e do calçado não os neguem quando aqueles que os pedirem deles necessitam. CAPÍTULO VI: CARIDADE E CORREÇÃO FRATERNA 41. Não haja contendas entre vocês, ou se as houver, terminem-nas depressa para que a ira não chegue até o ódio e de uma palha se faça uma viga , convertendo-se a alma em homicida; pois assim se lê: "O que odeia seu irmão é homicida". 42. Aquele que ofender alguém com injúria, ultraje ou acusando-o de alguma falta, procure remediar o quanto antes o mal que provocou e aquele que foi ofendido perdoe-o logo, sem vacilar. Porém se tiverem-se ofendido mutuamente, devem se perdoar a ofensa , porque, do contrário, a sua recitação do Pai Nosso se transforma numa mentira. No mais, quanto mais frequentes forem suas orações, com tanta maior sinceridade devem fazê-las. Contudo, é muito melhor alguém que, mesmo, deixando-se levar pela ira, se apressa a pedir perdão àquela a quem ofendeu, que o outro que demora em irar-se, mas opõe mais resistência em pedir perdão. Aquele que, pelo contrário, nunca quer pedir perdão ou não o pede de coração , em vão se encontra na casa religiosa, mesmo que dali não seja expulso. Portanto, abstenham-se de proferir palavras duras em excesso e, se alguma vez, elas deslizarem, não se envergonhem de aplicar o remédio saído da mesma boca que produziu a ferida. 43. No entanto, quando a necessidade da disciplina os obriga a empregar palavras duras ao corrigir os mais novos, se perceberem que foram excedidas no modo, não lhes é exigido pedir perdão aos ofendidos, pois não aconteça que, por ter uma excessiva humildade para com aqueles que devem ser obedientes, fique debilitada a autoridade de quem governa. Pelo contrário, peça-se perdão ao Senhor de todos, que conhece benevolência com que são amados inclusive aos quais talvez foram corrigidos além da medida. O amor entre vocês não deve ser carnal, mas espiritual. CAPÍTULO VII: AMOR NA AUTORIDADE E NA OBEDIÊNCIA 44. Obedeçam ao Superior como a um pai, guardando-lhe o devido respeito para que nele não ofendam a Deus, e obedeçam ainda mais ao presbítero, que tem o cuidado de todos vocês. 45. Corresponde principalmente ao Superior fazer que sejam observadas todas estas coisas e, se alguma não o for, não se transija por negligência, mas que se procure emendar e corrigir. Será seu dever enviar ao presbítero, que tem entre vocês maior autoridade, o que exceder em sua função ou capacidade. 46. Agora, aquele que os preside, não se sinta feliz por mandar com autoridade , mas por servir com caridade . Diante de vocês, que os preceda com honra; porém, diante de Deus, que se prostre a seus pés por temor. Mostre-se a todos como exemplo de boas obras ; corrija aos inquietos, console aos tímidos, acolha os fracos, seja paciente com todos . Mantenha a disciplina com agrado e saiba infundir respeito. E mesmo que ambas as coisas sejam necessárias, procure mais ser amado por vocês que temido, pensando sempre que deve dar conta a Deus a respeito de vocês. 47. É por aí que, sobretudo obedecendo melhor, não somente se compadeçam de si mesmos , mas também dele; porque quanto mais elevado se acha entre vocês, tanto maior é o perigo de cair. CAPÍTULO VIII: EXORTAÇÕES FINAIS 48. Que Deus lhes conceda observar tudo isso movidos pela caridade, como apaixonados da beleza espiritual , e exalando em seu trato bom odor de Cristo ; não como servos sob a lei, mas como pessoas livres sob a graça. 49. E para que possam se olhar neste livrinho como num espelho e não se descuidem de nada por esquecimento , leia-se uma vez por semana. E se observarem que cumprem tudo o que está escrito, dêem graças a Deus, doador de todos os bens. Porém, se algum de vocês vê algo que lhe falta, arrependa-se do passado, previna-se para o futuro, orando para que seja perdoada sua dívida e não caia em tentação.

Terra Boa - Reflexões de Pe. Ramon: Que tipo de cristão é você?...

Terra Boa - Reflexões de Pe. Ramon: Que tipo de cristão é você?...

Padre Ramon preciso falar de mim nesta sua reflexão. Tenho muita força de vontade para viver o ministério sacerdotal diante da realidade social brasileira e da vida eclesial da paróquia que sou pároco. Sinto que bate as fraquezas e cansaço tanto físico, espiritual e psicológico. Na vida pastoral temos muitas pessoas que nos procuram para receber a eucaristia nas missas dominicais,batizar os filhos, celebrar o matrimônio dos jovens, mas sinto que muitas delas não atendem o nosso pedido de inserção na vida pastoral e na vida missionária paroquial. São rápidas para receber sacramento e lentas para receber formação doutrinal e desempenhar com mais largueza a sua vida cristã, seja qual for o estado de vida. Realizamos missão neste final de mês de outubro e por todo o mês de novembro. O resultado não é o esperado. Podemos rever nosso processo missionário e descobrir onde estamod falhando para atingir as pessoas. Há certo desisteresse pela vida cristã. Podemos nos preocupar mais com as nossas necessidades ou nossos prazeres do que testemunhar a fé de forma mais digna do evangelho. Sinto que o passar dos anos me faz ser um burocrata dos assuntos religiosos. Vou cumprindo o que precisa ser feito e exigido pela diocese, pelas pastorais, pela administração paroquial sem um avivamento. Por outro lado, celebro as missas nas casas para atender o plano missionário de nossa paróquia. Sinto que ele é como uma tábua de salvação no meio do oceano da realidade social e eclesial, pois me ajuda a ter direção, saber pescar pessoas para o retiro de evangelização e encaminha-las para catequese semanal que acontece nas casas. Temos um roteiro e material de formação doutrinal e social por 8 anos, que consiste em videos gravados por padres e livros de formação biblica e catequetica. As pessoas são convidadas para ingressarem neste plano missionário mas poucas são as que verdadeiramente dão uma resposta. Há testemunhos maravilhosos de conversão que me anima. Também peço a Deus a graça da conversão e que possa apresentar a ele uma vida sacerdotal cercada de boas obras e que ele tenha misericórdia de minhas fraquezas. Quero que minha vida seja: "Em tudo amar e servir" e serivir com alegria. Um abraço Padre Ramon e muita paz.